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Aplicativo e Marketing no PDV

Aplicativo e marketing no PDV ajudam a alavancar as vendas

08-05-2015

A mudança de hábito do consumidor exige que o varejo seja mais assertivo no sortimento de produtos ofertados. Para isso, as redes contam hoje com aplicativos e apoio da indústria que com ações de marketing no ponto de venda ajudam a alavancar as vendas. "Normalmente o processo de análise de dados demora de três a cinco semanas, isso para os empresários de menor porte. Os grandes conseguem com auxílio de empresas como a Nielsen, tendo acesso mais fácil às informações", afirmou a CEO da Triskol, Cristina Lopes.

Com 12 anos de atuação em consultoria especializada em varejo, Cristina Lopes criou uma ferramenta ou aplicativo (app) capaz de gerenciar e analisar a capacidade de venda em tempo real. Um dos diferenciais do aplicativo é ser acessível ao pequeno varejista. "A Triskol foi fundada com o objetivo de democratizar o acesso ao gerenciamento de categorias no ponto de venda", disse ela.

A partir de R$ 2 mil mensais, o varejista - independentemente do segmento - tem acesso ao app que consegue mensurar desde o volume de vendas de determinada categoria, até avaliar se o preço do produto está em linha com o dos concorrentes. "As análises podem ser observadas em tempo real", disse Cristina. Ela ressaltou a efetividade da ferramenta, ao comentar o case de uma das empresas que está atendendo no momento, com uma pesquisa para a categoria de destilados. "Se eles acatarem em 100% as indicações do aplicativo, podem ter crescimento em vendas de R$ 2 milhões em um ano, o que representa alta de 28,3%."

Lançamento

Escolher a dedo a rede e os pontos de venda em que uma linha de dermocosméticos para a classe A será vendido foi a estratégia da marca Under Skin. Pertencente ao Grupo NC, a primeira linha da marca - a Skin Care High Performance - será comercializada em um primeiro momento na rede Drogarias Iguatemi.

"Será uma referência para a nossa marca, pois eles têm o mesmo conceito que o nosso: vender mais do que medicamentos. Vender beleza", disse ao DCI o CEO da Under Skin, Leonardo Sanchez.

Durante o primeiro mês, a venda será exclusiva da Drogaria Iguatemi em São Paulo e da Drogaria Venancio, no Rio de Janeiro. Mas a marca já se movimenta para estar nas prateleiras de outras empresas.

"Já estamos prospectando outros canais, como Drogaria São Paulo, Onofre, Raia Drogasil, mas não serão em todas as lojas. Só nas unidades que têm maior concentração do público triplo A", enfatizou o especialista em marketing da Under Skin, Alessandro Borteze.

Com investimento de quase R$ 40 milhões (entre pesquisa, produção nacional, marketing e afins), em 2018 a empresa espera ter o retorno do valor investido e começar a ter lucro.

"Foram três anos para a criação da marca, que ainda é exclusiva ao Brasil. Investimos pesado em tecnologia e ciência e isso é caro. Mesmo assim seremos bem competitivos frente aos concorrentes", explicou Sanchez, ao que completou: "Queremos ser líder na categoria anti-idade no País."

A partir do ano que vem, a marca brasileira passará então a exportar produtos para os Estados Unidos e lançará linhas complementares a Skin Care High Performance.

Indústria

Os fornecedores também têm papel fundamental na identificação das categorias mais rentáveis no ponto de venda. Segundo o sócio fundador da IPDV, Fábio Costa, ações de ativação na loja com promotores e também degustação estão entre as iniciativas adotadas pela grande indústria. "Ações em datas sazonais têm sempre bom retorno", disse.

Para ajudar os clientes a ter informação em tempo real ou para análise posterior, a IPDV trabalha com diversas ferramentas tanto para a indústria, quanto para os funcionários das companhias. "Elas podem ser usadas para a coleta de dados na prateleira, medir a frequência dos funcionários nas lojas. Crescemos cerca de 700% nos últimos três anos e a tendência é aumento na procura pelos nossos serviços."


Veículo: DCI